Ana Mendonça: “garra e otimismo levam ao sucesso”

Publicado em: 31/10/2016     Imprimir artigo

Ana Mendonça recebendo o Prêmio MPE Brasil 2009

Ana Mendonça recebendo o Prêmio MPE Brasil 2009

Ela nasceu sob o signo de virgem, filha de um mecânico e de uma doméstica traz em seu DNA a força do povo de Itabaiana. Menina muito tímida, conseguiu vencer esse entrave somente quando chegou à universidade. Formou-se em Engenharia Civil, e se especializou em Engenharia de Gás e em Engenharia de Segurança; é mestre em Regulação da Indústria de Energia e tem MBA em Perícia, Auditoria e Gestão Ambiental feito após o mestrado. Atualmente é uma das empresárias de maior sucesso em Aracaju, dirigindo as empresas Tecnogás e Evolua. Além disso, ela preside a Associação das Empresas de Petróleo, Gás e Energias de Sergipe – PENSE. Mas não estaria completa se não fosse mãe de três filhos. Estamos falando de Ana Maria Mendonça.

Desde criança, Ana sonhava em ser arquiteta para aprimorar o dom de desenhar à mão livre. “Sempre desenhei muito bem. Nos trabalhos da escola era eu quem fazia as capas, desenhando à mão livre. E queria aprimorar isso, mas quando eu terminei o segundo grau aqui não tinha o curso de arquitetura, só em Salvador e meu pai não permitiu que eu fosse morar longe. Então, eu busquei algo que se aproximasse e fiz vestibular para engenharia civil”, conta.

Durante onze anos, Ana trabalhou com gerenciamento de contratos em grandes empresas, incluindo construtoras, Vale e Fafen. “Eu tive a oportunidade de trabalhar em empresas grandes, mas também em empresas menores, onde pude ter contato com o ‘fazer tudo’ e aprender ainda mais dentro do universo da engenharia civil”, revela orgulhosa.

Por ser uma pessoa muito otimista e determinada, Ana Mendonça sempre carregou em si sonhos de grande porte. “Depois de um momento em que eu já sabia fazer quase tudo – porque a gente nunca sabe tudo, pois a gente está sempre aprendendo -, já tinha passado por todas as áreas da engenharia civil: orçamento, licitação, já tinha feito obra e gerenciado contratos, eu queria fazer algo diferente. Eu pensei em sair do estado, pois eu queria fazer algo muito grande como uma hidrelétrica. Foi quando surgiu a oportunidade de fazer uma especialização em engenharia de gás”, revela. Ana foi uma das poucas mulheres que concluíram o curso oferecido pela Universidade Federal de Sergipe.  E esta foi a oportunidade que ela esperava para fazer algo grandioso. Foi quando ela abriu a Tecnogás junto com o segundo marido, empresa especializada em engenharia de gás.

Ana fez mestrado em regulação da indústria de energia, que rendeu o livro “Questões Regulatórias – Experiência na Implementação de Parques Eólicos” editado na Alemanha, mas ainda sem lançamento previsto no Brasil. No livro ela faz um levantamento sobre os entraves para a instalação de parques eólicos para geração de energia limpa no Brasil, comparando com os sistemas aplicados na Alemanha, Estados Unidos e China. Quem tiver interesse em adquirí-lo, está disponível na Amazon internacional.

Após o mestrado, Ana já estava imersa nesse universo de energias renováveis. Foi quando ela criou a segunda empresa, responsável por realizar gerenciamento ambiental, a Evolua. Atualmente, é a empresa que faz o monitoramento ambiental do parque eólico instalado na Barra dos Coqueiros.

Além de empresária, Ana ainda preside a Associação das Empresas de Petróleo, Gás e Energias de Sergipe – PENSE, entidade fundada em 2011. Em 2016, ela foi eleita para o segundo mandato e vem implantando mudanças significativas na associação, como a abertura das Câmaras Técnicas de Energia e de Resíduos, com vistas a fortalecer o mercado sergipano.

Todo este prólogo profissional não esconde uma pessoa de coração otimista e que pouco se arrepende das escolhas feitas na vida. “É difícil me arrepender de alguma coisa na vida. Quando passo por alguma dificuldade eu penso que eu deveria ter passado por aquilo – tenho essa teoria comigo -, mas aí eu olho pra frente e sigo. Não costumo chorar pelo leite derramado”, ensina.

Nos momentos de lazer, ela gosta de passear na praia e dar um bom mergulho no mar. “Apesar de ter medo de água e não saber nadar, nos fins de semana eu adoro ir caminhar na praia e dar um bom mergulho. Claro que não me aventuro muito no fundo”, brinca. Em outros momentos, ela curte um cineminha e diz que adora dançar, principalmente se for um bom forró!

Como mensagem de incentivo aos futuros empreendedores, Ana diz que é preciso muita garra para se iniciar um negócio. “A maioria das pessoas acha que ser empreendedor é muito fácil.  É trabalhar pouco e ganhar muito. Não é bem assim. A não ser que você tenha a sorte de cair numa área privilegiada. Mas, via de regra, o empreendedor trabalha muito. Eu sempre digo que abrir uma empresa é como ter um filho pequeno: você não se desliga nunca, monitora o tempo todo. Então, o que eu digo é seguinte: escolha uma área que você goste muito e não olhe para a grama do vizinho. Você tem que ser líder e saber formar líder, não ser centralizador e gostar muito do que faz. Esse é o caminho do sucesso”, orienta.

O desafio que falta na carreira de Ana Mendonça é a sala de aula, que ainda não encarou por falta de espaço na agenda. “Já recebi vários convites, mas viajo muito e não gostaria de deixar meus alunos na mão”, lamenta.

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