Capital Destaques

INSTITUTO VEGAS

Nenhum Comentário
20/12/2017
Capital Destaques

INSTITUTO VEGAS

Nenhum Comentário
20/12/2017
Destaques

CONVITE MEU DIA DE CUIDADO

Nenhum Comentário
27/10/2017

Brasil: um país de tolos

Publicado em: 07/03/2017     Imprimir artigo

Por Debora Valadares*

Mais uma vez as redes sociais no Brasil estão em polvorosa por um assunto de baixo impacto social, enquanto uma verdadeira avalanche vem deturpando crimes e amalgamando o machismo na sociedade. Desta vez, a estrela maior das discussões e imbróglios virtuais está se dando por conta de um desenho dos estúdios Disney que promete apresentar beijo gay entre seus personagens. Detalhe: o desenho ainda não está sendo exibido no Brasil.

O chocante é que justamente no mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher – momento de empoderamento feminino -, esses mesmos paladinos da moralidade parecem não saber que o vice-presidente da Câmara Federal, deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), alterou o texto proposto pela deputada Vanessa Grazizotin (PCdoB-AM), em que ela pede que haja “a inclusão no Código Penal do crime de “divulgação de cena de estupro”, com pena de dois a cinco anos de prisão, e o aumento entre um a dois terços da pena em casos de estupro coletivo, como o ocorrido no Rio de Janeiro, no ano passado”, informa o site da revista Veja.

Segundo a matéria de Veja, o deputado e também relator da Comissão de Constituição e Justiça – CCJ da Câmara dos Deputados pede a redução da pena de estupro de vulnerável para os casos em que “não haja penetração nas cavidades vaginal, oral ou anal” da vítima. São entendidos como vulneráveis os menores de 14 anos e pessoas incapacitadas por doenças ou qualquer debilidade mental que as tornem incapazes de se defenderem de alguma agressão.

Para o projeto do deputado Fábio Ramalho não houve qualquer manifestação em contrário, nem de indivíduos tampouco de grupos que se dizem lutar pelos direitos sociais. Ainda não vi ninguém dizer que é um absurdo esse homem, dito fazedor de leis que deveriam proteger a sociedade, tornar um crime já considerado hediondo como de menor grau ofensivo.

Este projeto, se for aprovado conforme a vontade deste senhor deputado, irá não apenas diminuir a pena do estuprador, mas será uma forma de se institucionalizar a cultura do estupro e o machismo descarado e desmedido neste país. Isso, sim, deve ser amplamente debatido e combatido nas redes sociais, não só nas virtuais, mas nas mesas de bar, nas empresas, nas escolas. Ou seja, em todo e qualquer espaço onde o público possa livremente se manifestar.

Enquanto a sociedade continuar com antolhos na cara, mirando apenas no que não interessa ou não traz resultados significativos, não veremos evolução alguma. Isso vale para a reforma da previdência, crise econômica, Lava Jato, delações premiadas e tantas outras mazelas que estamos sendo obrigados a engolir há anos.

Precisamos tirar os tubos de rivotril que forçam nosso gigante a dormir esse sono perturbador. É preciso acordá-lo e logo. Não podemos aceitar continuar a sermos ultrajados de forma tão descarada como o Congresso vem trabalhando. Senadores, deputados e vereadores são eleitos para criar leis que protejam o cidadão de bem e mantenham a vida em sociedade equilibrada. Mas, não é exatamente como vêm trabalhando.

2018 se aproxima. É hora de começar a refletir com profunda clareza sobre o futuro que estamos escrevendo para o nosso país. Que não sejamos mais o “Brasil: um país de tolos”!

Debora Valadares é radialista, especialista em Comunicação, Marketing e Assessoria de Imprensa e editora de conteúdo do Sergipe Dia a Dia.

 

CompartilharShare on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn0

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Capital Destaques

INSTITUTO VEGAS

Nenhum Comentário
20/12/2017







© 2016 Instituto Vegas de Pesquisa de Opinião Pública EIRELI. Todos os direitos reservados.