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Dom Távora viabiliza mais de R$10 milhões para comunidades do Baixo São Francisco e Semiárido

Publicado em: 07/02/2017     Imprimir artigo

Quase 5 mil pessoas serão beneficiadas nas duas primeiras etapas do projeto

Fotos: Marcelle Cristinne //Mais fotos aqui.

Cerca de 2.250 pessoas de 450 famílias de pequenos produtores sergipanos já estão sendo beneficiados pelos 16 planos do projeto Dom Távora já implantados no interior de Sergipe. Outras 2.730 pessoas de 546 famílias também serão beneficiadas, em breve, com a viabilização de mais 16 novos planos, referentes à segunda etapa do projeto, totalizando um investimento de mais de R$ 10 milhões nas regiões do Baixo São Francisco e semiárido.

O Dom Távora é executado pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Agricultura e Pesca (Seagri) e com o apoio técnico da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro). O projeto, que conta com o financiamento do Fundo Internacional do Desenvolvimento Agrícola (FIDA), tem como objetivo o fomento de atividades que permitam a inclusão pelo trabalho e pela renda de maneira sustentável.

Para o governador Jackson Barreto, a importância do Projeto é ainda maior diante da atual situação de estiagem. “Sinto que chegamos em uma hora muito dramática. A seca está muito forte, devastando lavouras e criando problemas para os pequenos produtores. Mas, por meio desse Projeto, nós estamos conseguindo facilitar vida dessas pessoas, que estão inseridas nessa triste realidade. O nosso papel é o de promover desenvolvimento com sustentabilidade e, ao mesmo tempo, segurar o homem do campo em sua própria terra, possibilitando uma maior geração de renda para eles e esperança de dias melhores. É esse tipo de obra, que não tem paredes ou placas de inauguração, que fica por mais tempo na história de um povo, porque o que é erguido fica eternizado nas mentes e corações de cada uma dessas famílias”, declarou o governador.

“As pessoas estão se dando conta de que o Dom Távora está vivo e acolhendo projetos. Quem passa em Pacatuba, por exemplo, e vai para Santana do São Francisco, vai olhar mais de 60 tanques escavados, ou seja, mudou totalmente a vida e a paisagem da região, aproveitando essa aptidão local. Nada foi construído de modo indiferente. E a própria presença do governador nessas comunidades, mostra que o Dom Távora não é um projeto de secretaria, é um projeto de Governo”, aponta o secretário de Estado da Agricultura, Esmeraldo Leal.

O secretário adianta que, nesta nova fase, serão contempladas comunidades nos municípios de Tobias Barreto, Pinhão, Carira, Pacatuba, Brejo Grande, Graccho Cardoso e Poço Verde, seguindo o compromisso do Governo em continuar dando assistência ao Baixo São Francisco e ao semiárido. “O governador tem orientado esses dois níveis de prioridade. Baixo São Francisco, por uma questão histórica de esforço do Governo de melhorar a vida da população da região e o do semiárido, em função da seca. É um duplo esforço para continuar atendendo e respeitando essas regiões”.

Na primeira fase do projeto, receberam incentivos para a produção, com a assinatura de Planos de Investimento Produtivo, oito municípios: Pacatuba, Ilha das Flores, Santana de São Francisco, Neópolis, Graccho Cardoso, Carira, Simão Dias e Poço Verde. Os recursos aplicados já permitiram a realização de uma diversidade de atividades produtivas, entre elas: bovinocultura, ovinocaprinocultura, piscicultura, cultivo de arroz orgânico, apicultura, fábrica de ração alternativa e atividades de agroecologia com produção de sementes e cultivo de hortaliças.

Respeito às comunidades

Esmeraldo explica que o modelo focado na vontade e na aptidão das comunidades é o grande diferencial do Dom Távora, o que o enriquece e resulta no sucesso do projeto. “Não vale a pena nem para o Fida nem para o Estado aquele modelo que já foi pensado em algumas outras gestões, de pacotes de projeto. Nós percebemos que isso é um risco muito grande, pois as comunidades poderiam aceitar pelo simples fato que é dinheiro público chegando e não pela aptidão. O que nós construímos com o Dom Távora é respeito absoluto à vontade local. Tem que ser um projeto que já dialoga com a realidade, com essa vontade do grupo de famílias e quem escolhe isso é a comunidade. Então, por isso, os projetos são bem diversos porque são construídos a partir da vontade da comunidade. A única coisa que exigimos é que essa vontade se transforme em plano de negócios e a comunidade prove para gente, e isso tem acompanhamento técnico, que aquela vontade, se tiver apoio do Estado, terá viabilidade econômica, aumentará a renda das famílias, que é tudo o que o projeto quer”.

Beneficiários

“O Dom Távora veio para abrir portas, mudar a nossa vida e transformar a nossa comunidade”, diz Gilene Santana, presidente da Associação dos Produtores do Assentamento Santa Maria da Lage, em Poço Verde.  Na comunidade, 26 famílias já atuavam na criação de ovinos, com o projeto, eles expandirão o rebanho e se beneficiarão também de um poço artesiano, que servirá para consumo humano e animal.

“Estamos com uma expectativa muito grande. O pessoal aqui tem garra, força de vontade. A única coisa que faltava mesmo era o investimento na gente”, relata Gilene, que adianta que o sonho da comunidade, após a consolidação do negócio é de investir no setor de alimentação escolar. “Já temos experiência na criação e esperamos que agora com esse investimento, quando estruturarmos melhor, a gente possa fazer negócio com as prefeituras da região, ser fornecedor das escolas”.
Para Petrônio da Silva, membro da Associação de Pescadores e Agricultores do Assentamento Santana dos Frades, em Pacatuba, o Dom Távora é uma fonte de esperança para as 60 famílias que apenas criavam peixes para subsistência. A comunidade já executou o serviço de perfuração da barragem e dos viveiros e a compra da ração e peixes está em fase de licitação.

“Há mais de 20 anos a gente trabalha nessa atividade. Nossos viveiros eram feitos a mão, na pá, o poço maior tinha capacidade de 300 alevinos. Com o Dom Távora a gente vai criar mais de mil peixes, com uma barragem comunitária e 60 viveiros. A gente praticamente só produzia para consumo. Hoje a gente já pode pensar em gerar renda através da pesca. O nosso objetivo é de que, num intervalo de tempo pequeno, possamos fornecer nossa matéria-prima para os mercados, fazer parcerias com redes de supermercado”, antecipa.

Petrônio agradece ainda ao Governo do Estado e ao secretário de Agricultura por lutarem pelo programa na região do Baixo São Francisco. “A gente só tem a parabenizar e agradecer a Jackson e a Esmeraldo pelo apoio, por apostarem na atividade dos assentados, dos agricultores e por entenderem que a região do Baixo São Francisco precisa se desenvolver”.

“Foi uma alegria muito grande saber que nosso projeto foi aprovado. Estamos só esperando Jackson assinar o convênio. Vai ser bom demais essa ajuda para a nossa comunidade”, diz Mateus Souza dos Santos, presidente da associação do assentamento Colônia Agrícola Roseli Nunes, em Carira. Graças ao Dom Távora, a comunidade poderá impulsionar a criação de gado leiteiro e finalmente ter uma casa de ração.

Já no Assentamento Belo Monte, em Tobias Barreto, o Dom Távora trará mais segurança para a comunidade que não possui uma fonte de renda fixa. “Aqui a gente tem vivido como dá. A gente cria galinha, ovelha, quando dá a gente tem dinheiro, quando não dá, não. É uma vida muito incerta. A gente já criava ovelha, mas é uma quantidade pouca. Com o Dom Távora a gente vai poder ter um rebanho maior e comprar um trator. Todo mundo aqui tá na expectativa desse convênio. Quando acontecer, vai ser só felicidade”, evidencia a presidente da associação Selmária Maria Carvalho, que acrescenta que o acompanhamento dos técnicos da Emdagro foi fundamental para que a comunidade pudesse elaborar seu projeto.  “O acompanhamento foi muito bom. Sem eles, a gente não teria conseguido”.

Como participar

Embora seja executado pela Secretaria de Agricultura, o Dom Távora não se restringe apenas a projetos agrícolas, pelo contrário, há a provocação para que as comunidades apresentem projetos inovadores e sustentáveis, independente do setor de atuação. “Já temos projetos financiados pelo Dom Távora com bordado, costura, artesanato. Tem até comunidades se mobilizando para criar projetos de turismo rural. Então já é uma realidade. Esse receio que algumas comunidades porventura poderiam ter de os projetos produtivos serem apenas agrícolas, a gente já provou que é possível aprovar projetos diversificados”, sinaliza Esmeraldo.

As comunidades interessadas em montar projetos ou conhecerem mais sobre o Dom Távora, podem se dirigir à sede estadual do programa, localizado na Secretaria de Agricultura, em Aracaju; aos escritórios municipais da Emdagro ou a um dos quatro polos regionais do Dom Távora (Poço Verde, Carira, Aquidabã e Neópolis).

O secretário destaca que o Dom Távora também faz um trabalho de busca ativa nas comunidades. “A gente está indo em comunidades, provocando gestores, provocando lideranças locais, indo para os Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável, para os territórios, conversado com essas lideranças para que apareçam mais projetos interessados. Hoje a gente faz esse trabalho para termos mais projetos porque temos condições de beneficiar muito mais comunidades do que as que já estão aprovadas”, finaliza.

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