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CONVITE MEU DIA DE CUIDADO

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27/10/2017
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E fizemos amor sem medo

Publicado em: 19/11/2017     Imprimir artigo

Era uma noite de inverno. No som tocava jazz num volume suave, o abajur iluminava parcialmente a sala. Sobre a mesa de centro a garrafa de vinho, já quase vazia, acompanhada de duas taças, também quase pela metade. Sentada no sofá estava ela. Linda, sorriso fácil, largo; simplesmente encantadora.

Dona de uma elegância transbordante, uma sensualidade contida, do tipo que exala a exata quantidade capaz de deixar qualquer indivíduo seduzido a um piscar de olhos. Ela conquista sem esforço. É algo nato, próprio dela. Impressionante.

E agora, ela está aqui bem na minha frente. Há muito esperava por esse momento. Um papo agradável, um bom vinho, a meia luz. O ambiente perfeito com a companhia perfeita.

Ela me conta as aventuras vividas durante os trinta e poucos anos, mal escuto o que diz. Meus olhos apenas seguem desenhando as palavras que saem da sua boca. Apenas um pensamento me domina: “quero beijá-la…sentir a doçura desses lábios carnudos…o calor da sua pele”.

De repente, interrompo a narrativa e a chamo para dançar. Um ritmo suave começou e meu único impulso foi senti-la perto de mim. “Eu não sei dançar”, ela quis fugir. “Apenas cola seu corpo no meu e deixa que eu te guio”, respondi com segurança.

Ela levantou e eu me posicionei bem de frente. Passei meu braço pela cintura fina dela, olhei bem dentro dos seus lindos olhos cor de mel e a puxei com firmeza. Nossos corações pulsaram no mesmo compasso. Colei meu rosto no dela e pude sentir o aroma e a maciez dos cabelos ondulados na minha face.

Um, dois, três passos. Como por mágica, nossos rostos se procuram. Nossas bocas são atraídas por uma força incontrolável e o primeiro beijo é mágico. Um momento surreal. Não queremos nos afastar, apenas nos beijar mais intensamente.

Vou descendo o corpo dela no sofá. Ela se permite à condução. O coração pulsa cada vez mais forte. Deito-a confortável, com a cabeça sobre as almofadas macias e deixo meu corpo se encaixar entre as pernas dela. E nos beijamos mais.

Me afasto um pouco para fotografar na memória aquele olhar de fêmea lasciva, desejosa de sentir-se amada. Um quadro mais que perfeito.

Abro os botões da sua camisa com delicadeza. Ela oferece ajuda, mas dispenso suas mãos ternamente. Uma pele tão alva e suave se mostra. Beijo seu colo com carinho. Passeio entre os dois morros pontiagudos. Lábios e língua se alternam para saborear cada pedaço daquela pele arrepiada. Desço até o umbigo.

Subo no mesmo trajeto, olhando-a por este novo ângulo. Percebo que ela também me olha, curiosa, querendo saber qual será o próximo passo. Com a ponta do nariz, levanto o sutiã. Os seios se descortinam e pedem a minha boca. Chupo um, acaricio o outro. Prendo o bico do mamilo entre os dentes e danço minha língua na ponta do bico rijo. Ela se contorce e solta um gemido sutil, mordendo o lábio.

Ela enfia as mãos pelos meus cabelos e me puxa para sua boca…quer mais beijos. De repente, ela sussurra: “tira a minha calça”. Prontamente atendo à ordem da minha amada.

Vou até sua cintura e desato o cinto que prende a calça. Liberto o botão da casa e desço o zíper. Ela ergue a cintura para me ajudar a tirar a calça tão colada ao corpo. Qual não é a minha surpresa ao ver a minúscula calcinha de renda vermelha, que faz um lindo desenho entre as aquelas tão torneadas pernas.

Beijo-a sobre a lingerie e sinto todo o corpo arrepiar. Mordo levemente a parte interna de suas coxas alvas. Passo meu queixo entre seus lábios. Ela está úmida, pedindo mais. Tiro a calcinha com habilidade. Quero sentir o corpo dela se entregando ao meu. Deito-me sobre ela e esfrego a minha parte ainda coberta pela calça.

Ela me olha e com um sorriso maroto aponta para que eu também me dispa. “Não é justo”, sussurra. Livro-me, então, de tudo o que me cobre e, novamente, me volto para ela. Ela me envolve com seus braços finos, mas firmes. Nos ondulamos num balé delicioso de se ver.

Fazemos amor por longas horas. Nos perdemos nessa dança, ritmada por um instinto absolutamente selvagem, mas doce, exalando o aroma do carinho entre amantes. Transcendemos ao ápice do amor carnal num momento único, ímpar, jamais reprisado e adormecemos com os corpos colados, unidos em concha.

Originalmente publicado no blog Poemas e Inquietudes

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