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“Estamos construindo obras para a Aracaju moderna”, diz Jackson Barreto

Publicado em: 03/02/2017     Imprimir artigo

Governador visitou as obras do Terminal Pesqueiro e interligação das avenidas Gasoduto e Augusto Franco nesta quinta-feira, 02

O trabalho de milhares de pescadores sergipanos está sendo valorizado, assim como a produção local obtém destaque, através da construção do Terminal Pesqueiro Público de Aracaju. As obras foram visitadas na manhã desta quinta-feira, 02, pelo governador Jackson Barreto, que destacou a visibilidade que a intervenção fornece aos trabalhadores do setor. Moderna e com equipamentos que vão proporcionar melhor qualidade no manejo e comercialização dos pescados, a iniciativa do Governo do Estado fortalece a economia local, e promove geração de emprego e renda. Ao todo, são investidos R$ 14.376.700,10. Além dessa obra, o governador visitou também a intervenção que vai promover a ligação entre as avenidas Augusto Franco e Gasoduto, próximo ao viaduto do Detran.

“O Terminal Pesqueiro é uma obra pioneira em Sergipe. Nosso estado nunca teve um espaço desse porte para atender aos pescadores. Essa obra significa o abrir do coração do governo e do seu compromisso social para com uma categoria muito esquecida. Isso vai fortalecer a comercialização do peixe, o trabalho dos pescadores, o turismo em nossa cidade, e vai dar a esse segmento fundamental da economia melhores condições de atuação. Estou aqui extremamente satisfeito. Essa obra é a maior conquista de 27 colônias de pescadores sergipanos, setor que era esquecido pelo estado. O terminal demonstra que não deixa nada a desejar e que haverá condições de trabalho com mais dignidade. Espero que aqui tenhamos um marco fundamental de fortalecimento de uma categoria, que nunca foi olhada respeito profissional”, declarou o governador.

O novo Terminal Pesqueiro Público de Aracaju fica às margens do rio Sergipe e está localizado em frente à área do Mercado Municipal. O objetivo do novo espaço, construído spor meio de convênio entre Governo do Estado e Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca, é permitir que pescadores de diversas colônias tenham um espaço digno para tratar e distribuir pescados e frutos do mar, e que consumidores tenham acesso a alimentos conservados em espaços limpos e refrigerados.

Com 60% das obras executadas, o governador acredita que o Terminal Pesqueiro possa ser inaugurado em agosto deste ano. “É uma intervenção lançada há um ano e meio e que muita gente não acreditava. Esse terminal valoriza os pescadores, as marisqueiras, fortalece o segmento e estimula o setor da economia”, afirmou Jackson. O governador ainda comentou que o espaço será dotado de equipamentos modernos e que vão atender às necessidades de trabalho dos profissionais da área. “Isso é uma grande vitória. Aí é que está a inovação, a modernidade e a justificativa de ter uma obra desse porte em Sergipe. É uma obra pioneira, pois nunca tivemos um Terminal Pesqueiro no estado. Quando concluído, poderemos comercializar pescado com outros estados e países”.

Para o presidente da colônia de pescadores Z6, de Nossa Senhora do Socorro, Francisco dos Santos, o espaço onde anteriormente os trabalhadores do setor atuavam era insalubre e não havia a estrutura física necessária. “Esse terminal vai ser a melhor obra de Sergipe. Nenhuma gestão havia feito isso e Jackson Barreto nos mostrou que é de palavra. Sergipe em peso pode dizer que se sente valorizado com essa obra”, ressaltou.

O secretário de Estado da Agricultura e Pesca, Esmeraldo Leal, explicou que, com a estruturação adequada e atendimento às condições de higiene proporcionados pelo Terminal Pesqueiro, Sergipe poderá exportar sua produção não só para outros estados, como outras localidades do mundo. “O pescado que sair daqui em função da qualidade e higiene pode ir para qualquer lugar, pois possuirá o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF). Isso é diferente de alguém pegar um cesto, despejar o pescado e não ter para quem vender institucionalmente. Com o selo, que é emitido pelo MInistério da Agricultura, atestando a qualificação, por exemplo, é possível exportar o pescado. E há países querendo nossos produtos”.

Aliada a essa questão, o superintendente federal de Agricultura em Sergipe, José Everaldo de Oliveira, explica que a ausência de um Terminal Pesqueiro em Sergipe proporciona perda de arrecadação e, por isso, a construção de um espaço destinado ao setor trará condições para que o Estado possa não só possa fiscalizar a produção, como incrementar sua arrecadação.

Essencial na transformação da piscicultura local, o espaço fortalece o setor e promove um ambiente apropriado para armazenamento de pescados. Outro detalhe da nova intervenção é que os trabalhadores da pesca terão acesso a câmara frigorífica e fábrica de gelo, que proporcionarão o acondicionamento dos alimentos de maneira higiênica e saudável.

De acordo com o secretário de Estado da Infraestrutura, Valmor Barbosa, o Terminal vai fabricar em torno de 40 toneladas de gelo por dia, que irão abastecer os barcos, ajudando no acondicionamento do pescado. Outra informação do gestor é que, quando as embarcações retornarem com os peixes e frutos do mar sejam transportados por esteiras. Além disso, outra vantagem do espaço é que os barcos terão condições de ser abastecidos ali mesmo, pois haverá um reservatório com capacidade de 15 mil litros de combustível.  “Nessa área nem existia o cais. Mas, para a construção desse espaço, foram utilizadas mais de 150 estacas, com 32 metros, cada”.

O vice-presidente da Associação Socorrense dos Carcinicultores, Luis Marques, vislumbra o Terminal como uma obra interessante e que vem em boa hora. Acreditava que o projeto ia sair do papel, pois em tudo que o governador se envolve, as coisas acontecem. Sentimo-nos valorizados por ele. Foi o único governador que chegou falando a linguagem do pescador. Estamos muito otimistas com essa intervenção”, afirmou.

Produção

Segundo o secretário do Estado de Agricultura e da Pesca, Sergipe tem ampla produção de pescados em Sergipe, porém, ainda é difícil quantificar o valor aproximado. Para isso, Esmeraldo conta que está sendo realizado um estudo, que vai ajudar não só na qualificação do estado como exportador, como vai aumentar a autoestima dos produtores.

A respeito desse tema, o professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), especialista em recursos pesqueiros, José Milton Barbosa, conta que, pelo menos deve existir cerca de 20 mil pessoas relacionadas direta e indiretamente com o setor da pesca, e que, só no litoral devem ser produzidas 15 mil toneladas. “A produção pesqueira é muito difícil de mensurar, mas certamente essa produção deve ser de, no mínimo, o dobro desse valor, pois muitos produtos saem de lugares onde não há controle”.
O docente comenta que um detalhe interessante de Sergipe é que há mais profissionais do sexo feminino que masculino. “Justamente porque o estado é atípico e temos mais estuários e áreas próximas a mangues, lagoas litorâneas, fazendo com que haja muito crustáceo e molusco. Então há ocupação rentável e importante para as mulheres”.

Wilma Santana e Patrícia Moura são algumas dessas pescadoras. Wilma é presidente da Colônia de Pesca da Barra dos Coqueiros e Patrícia é uma das associadas. A dirigente conta que com a obra do terminal, vai ser possível ter uma estrutura com higiene para se trabalhar. “E nós marisqueiras e pescadoras agradecemos ao governador Jackson pelo andamento da obra, por ele dar início, continuidade e, com fé em Deus, terminar a intervenção”, complementou Patrícia.

Estrutura

Estabelecendo um novo patamar de infraestrutura da cadeia produtiva da pesca, o Terminal contará com área construída de 1.256,22 m2 com cais com 632 m². Além de promover a edificação do espaço, o Governo do Estado realiza, também, a aquisição de equipamentos para beneficiamento de pescado e a elaboração de um Plano de Desenvolvimento Sustentável da Pesca no Estado.

Além dos recursos previstos no convênio, o Estado assumiu a despesa de construção de galpão provisório, esgotamento sanitário deste e, ainda da contratação de empresa para elaboração do projeto executivo para aquisição de equipamentos para beneficiamento do pescado. Essas iniciativas custam R$ 1.683.987,17 que, somado ao valor total da obra do terminal, resulta num montante de 16.060.687,27.

O Terminal contará com pisos cerâmicos e em alta resistência, sistema de tratamento de esgoto sanitário, tanques de reservação de óleo combustível com estrutura em concreto armado, urbanização e pavimentação interna, o novo terminal terá, ainda, área administrativa composta de lobby, lanchonete, cozinha, salas de reunião, administrativas, sanitários e sala de aula; cais de atracação; câmaras frigoríficas; áreas para recepção, seleção, beneficiamento e comercialização de pescado e frutos do mar; sala de higienização, vestiários e sanitários para funcionários; câmara de espera, depósito de resíduos; casa de máquinas; salas de higienização, recepção e controle; estação de tratamento de esgoto e reservatórios em concreto armado.

Mobilidade

A mobilidade urbana é mais uma prioridade do Governo do Estado que, visando oferecer uma alternativa para o tráfego de condutores e pedestres, realiza a obra de interligação das avenidas Augusto Franco e Gasoduto. A intervenção objetiva ampliar a malha urbana da cidade e reduzir o intenso tráfego de veículos nas duas principais avenidas da região, a Heráclito Rollemberg e Tancredo Neves. Para essa intervenção, são destinados R$ 40.184.425,70, recursos do Pró-Transporte.

Nesta quinta-feira, 02, o governador também visitou essa obra e disse que ficou impressionado com o canteiro de obras, o volume de intervenções e o número de operários trabalhando. “Numa hora de crise, quando vemos muitos operários trabalhando, ficamos felizes, pois estamos dando nossa contribuição para vencer a os momentos de dificuldade”, declarou. Sobre a importância da nova via, Jackson afirmou que a intervenção vai dar mais mobilidade, conforto e segurança à população.

“Essa é uma obra que dialoga muito com uma Aracaju moderna. Aqui se trabalha para o Aracaju do hoje e do amanhã. Através dessa intervenção, vamos descongestionar o trânsito da Tancredo Neves, da avenida Augusto Franco na confluência com a Heráclito Rollemberg, e dar novas perspectivas”, ressaltou o governador.

Com 30% das obras executadas, o secretário Valmor Barbosa explica que, com o fim da construção, o fluxo se dará da seguinte forma: condutores que trafegarem na Tancredo Neves sendo avenida Beira Mar poderão acessar a nova alça do viaduto do Detran para utilizar a nova via, tendo como destino o bairro São Conrado, Marivan e, caso opte, a Zona de Expansão (através de obra de mobilidade realizada pelo Governo do Estado no entorno do aeroporto). A nova estrada também poderá ser acessada por quem vier da avenida Augusto Franco sentido conjunto Orlando Dantas. Já para quem desejar fazer o sentido contrário e desejar trafegar pela Tancredo Neves, haverá um acesso específico para isso.

O diretor presidente do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), Antônio Vasconcelos, explica que são 130 profissionais trabalhando na construção dos novos acessos. “A função da intervenção é ligar as avenidas Augusto Franco a Gasoduto, no conjunto Orlando Dantas. Por conta disso, todos os moradores do complexo do Santa Lúcia, JK e Sol Nascente, ao invés de enfrentar a Tancredo Neves em direção ao sul, vão passar por essa nova e importante avenida. É uma obra com recursos altos e estamos trabalhando para entregar até o final do ano”, pontuou. De acordo com o governador, a obra deverá ser inaugurada no mês de novembro de 2017.

Morador do bairro São Conrado, o pescador Elder Ferreira Santos conta que está ansioso pelo término da obra. “Quanto mais rápido ficar pronta, melhor para gente, pois amplia as possibilidades de acesso”, alegou. Já o operário Luiz Fernando dos Santos, que foi empregado na obra, afirma que, numa época de desemprego, a contratação foi importante. “Estou vendo a obra seguir e acho que vai ficar uma maravilha. Terei orgulho de dizer que fiz parte dela e que essa é uma intervenção fundamental para a população”.

Além dos 40.184.425,70 para execução da obra, será aportado pelo Governo do Estado, através do CPAC/Pró-Transporte, aproximadamente R$ 18 milhões para as desapropriações necessárias. Toda a intervenção de mobilidade vai contemplar a implantação de uma via com duas pistas duplas, inclusive com a construção de pontes sobre os rios Poxim, paralelas à avenida Heráclito Rollemberg. Na nova via serão implantados acostamentos, ciclovias, canteiro central, passeios e iluminação.

Valmor Barbosa comenta que, para captar água da chuva na região da obra, o governo está realizando uma obra de macrodrenagem para direcionar o conteúdo coletado para o rio Poxim. Outro detalhe, referente ao rio e que o secretário explica, é que foi realizado um estudo de maré para evitar a ocorrência de enchentes na área. Por fim, diante da infraestrutura empregada na região, incluindo a do São Conrado, Valmor destaca que a obra possibilita a diminuição da marginalidade, facilitando, inclusive, o acesso para passagem de ambulâncias e viaturas da polícia.

Foto: Marcelle Cristinne
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