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Exposição do Museu Ambiental Casa do Velho Chico chega em Itabaiana

Publicado em: 01/12/2016     Imprimir artigo

02dd09d2992cd6c691c93a8add43f9abO município de Itabaiana recebe, de 29 de novembro até 1º de dezembro, na Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), a exposição itinerante do Museu Ambiental Casa do Velho Chico. O objetivo da mostra é despertar na sociedade a importância do rio São Francisco, de modo que sejam cobradas medidas efetivas de revitalização e preservação do Velho Chico.

A iniciativa de levar o museu pela primeira vez à cidade serrana partiu do secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), Olivier Chagas, e da Filarmônica Nossa Senhora da Conceição, como parte das comemorações alusivas aos 67 anos do Colégio Estadual Murilo Braga, um dos mais importantes do Estado.

Para Olivier, o museu, além de retratar a história na bacia hidrográfica, consegue passar a mensagem da necessidade de que é preciso preservar. “Vejo esse museu como uma aula de educação ambiental e preservação dos recursos hídricos. Como ele é focado no rio São Francisco, o mais relevante de Sergipe, então é de uma importância ímpar. Nesse momento, o rio passa por uma crise profunda, praticamente está agonizando, e nós precisamos da consciência de que todo o processo de revitalização do rio precisa da união do Estado e da sociedade”, disse o secretário.

Ainda segundo Olivier, o museu cumpre seu papel de semear na juventude a ideia da conscientização. “É crucial que a gente conscientize as novas gerações. A revitalização não vai acontecer num passe de mágica. Isso tem que ser construído ao longo do tempo. Fico muito feliz em ver a quantidade das escolas públicas e privadas que estão vindo conhecer o museu, para fazer uma reflexão sobre o rio”.

Antônio Jackson Borges Lima é o fundador do museu. Ele explica que começou a recolher objetos da bacia do São Francisco há 50 anos e há 10 percorre os estados de Alagoas, Sergipe e Bahia para mostrar seu acervo, dividido em 18 paineis temáticos que ajudam a contar um pouco da história escravocrata da região, com a exibição de utensílios domésticos da época do Brasil Colônia, objetos radiofônicos e fragmentos de embarcações, ferramentas agrícolas e exemplares da fauna e flora, além de mensagens voltadas para a conservação do rio.

“A minha paixão pelo São Francisco é antiga. Há cinquenta anos comecei a trabalhar em Pão de Açúcar (AL), fazendo a limpeza do rio sem ter a noção que era ambientalista. Aí comecei a adquirir peças antigas em volta da bacia do São Francisco sem ter ideia do que aquilo se tornaria. Anos mais tarde fiz uma exposição comemorativa dos 500 anos do rio e essa exposição foi visitada por 6 mil pessoas em Traipu (AL). Isso me chamou a atenção, e refleti que o museu pertence a todos. Fico grato pelo convite do secretário Olivier para vir a Itabaiana. Costumo dizer que sou o vigia da história e da preservação. Sou o vigia do rio”, destacou Jackson.

Visitação

Alunos de diversas escolas públicas e privadas da cidade dedicaram-se a visitar o museu e, diante de objetos centenários, puderam aprofundar o conhecimento que só viam nos livros. “É muito interessante e achei tudo muito legal. Estamos aprendendo sobre como preservar o rio São Francisco”, disse a aluna Giovana, do 5º ano da Escola Estadual Professora Lenita Porto.956efc323bc061dd68eeb5e426e7d808

Quem também visitou o museu foi a presidente do Rotary Clube de Itabaiana, Solange Noronha. Para ela, a ideia vai além da narrativa histórica sobre o rio. “Estou impressionada com o que vi aqui. O museu tem um acervo muito rico sobre o rio São Francisco, que todo mundo deve conhecer para se conscientizar. Se o homem quiser rever o meio ambiente, é preciso saber usar o Velho Chico”.

A mesma visão tem a representante da Diretoria Regional de Ensino da Secretaria de Estado da Educação (Seed), Reginalva Nunes. Ela aprovou a ideia do secretário Olivier e pretende levar mais alunos para visitar o espaço. “Nem todo mundo tem acesso a essas informações. Trazer os alunos é muito importante para conscientizá-los”, afirmou.

Museu

Desde que foi inaugurado, em 04 de outubro de 2001, por ocasião do aniversário do rio São Francisco, o museu já percorreu centenas de cidades nordestinas, levando a mensagem de preservação ambiental. Dentre as suas atividades está a de trabalhar com o público jovem e estudantes das redes municipal, estadual e privada para desenvolver uma consciência de preservação do meio ambiente. Em Sergipe, o museu já passou por Neópolis e Aracaju.

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