O poder das ervas e um molho pra lá de especial

Publicado em: 26/10/2016     Imprimir artigo

Por François Ozanne*

Manjericão

Manjericão

As ervas culinárias frescas são as melhores amigas do cozinheiro, e um pequeno punhado delas já transforma qualquer prato em algo especial. A refrescância do hortelã, o aroma do manjericão, o sabor marcante do orégano! E é importante lembrar que não há comparação para ervas recém-colhidas no sabor a agregar à comida. Ter uma hortinha caseira para cultivá-las é algo muito simples, e até mesmo em um apartamento elas se criam com facilidade. Um bom lugar para comprar mudas e sementes é no Mercado Thales Ferraz, aqui mesmo, na cidade de Aracaju. Abaixo vou listar algumas das minhas ervas favoritas, bem como suas aplicações na cozinha e o modo de cultivo.

Manjericão: aroma inconfundível, sabor delicado, tem no tomate seu par perfeito. Por ter um cheiro muito volátil é sempre melhor colocar por último nas preparações. Vai muito bem em saladas e até mesmo em drinks.
No cultivo, ele gosta de água e sol. O solo tem que estar sempre húmido (sem estar encharcado). O ideal é regar pela manhã e no fim de tarde. Ele se multiplica com facilidade e um pequeno ramo fresco deixado na água cria raízes para ser replantado.

Orégano

Orégano

Orégano: uma das ervas mais conhecidas quando seca, mas quem já experimentou ela recém-colhida não troca. É um grande coringa na cozinha, combinando com legumes, peixes e carnes.

No cultivo, gosta de muito sol e nem tanta água: regue uma vez por dia. O ideal é esperar o solo secar antes de regar novamente. A terra mais pobre o deixa com aroma mais acentuado.

Hortelã

Hortelã

Hortelã: serve tanto para pratos salgados – principalmente na culinária árabe, indo bem com cordeiro, quibe e tabule – como também sobremesas, sucos e faz um chá delicioso.

No cultivo, gosta de muita água e muito sol. Regue duas vezes por dia e faça a poda com certa frequência, para estimular o crescimento.

Coentro: a erva favorita do sergipano tem um forte sabor e aroma, com a tendência de “roubar” a receita. Mas, se usada com parcimônia, é uma ótima escolha para elevar o aroma total do prato. As folhas são mais aromáticas e é no talo que mora o sabor mais forte. Eu, particularmente, gosto de usar numa mistura com cebolinha e hortelã. Por ter um aroma muito volátil é recomendado colocá-lo por último nas preparações, como, por exemplo, numa moqueca.

No cultivo, ele gosta de solo úmido e pouco sol, sendo melhor cultivada a partir da semente. Cresce com muita facilidade, sendo que em poucos dias já está pronto para ser colhido.

Molho pesto: um molho muito fácil e versátil, tradicionalmente feito de manjericão, fica muito bom feito de outras ervas, como salsa, hortelã e até rúcula.

8 colheres de sopa de manjericão fresco
2 dentes de alho
60gr de castanha de caju
50 gr de queijo parmesão
100 ml de azeite gelado
Sal e pimenta do reino moída na hora

Bata tudo no liquidificador, adicionando o azeite aos poucos.  O fato dele estar gelado ajuda a manter a cor verde do molho mais viva. Pode ser servido com macarrão, tomate e queijo ou até sozinho com torradas. Bom apetite!

François Ozanne é um profissional que se entrega à arte culinária de corpo e alma. Formado no curso de Gastronomia na UNIT, trabalhou nos restaurantes Oliva, Muratto Praia, Urbanno e Rudah, localizados na cidade de Aracaju, bem como no estabelecimento Dado Bier, em Porto Alegre. Atualmente, comanda a produção da Blend Burguer, e nessa coluna pretende transmitir aos leitores um pouco dessa paixão que carrega, em forma de receitas, histórias e pensamentos.é chef especializado em gastronomia contemporânea e será um colaborador da coluna Gastronomia do Sergipe Dia a Dia.

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