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Produtores de leite de perímetro irrigado estadual recebem capacitação

Publicado em: 05/12/2016     Imprimir artigo

Foto: Ascom/Cohidro

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Nos dias 29 e 30 de novembro, 20 produtores de leite de Tobias Barreto foram submetidos a uma capacitação no perímetro irrigado Jabiberi, administrado pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro). Nesse primeiro encontro houve uma Formação Profissional Rural (FPR), que faz parte do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), aplicado no estado pelo do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Sergipe (Senar-SE) e vai durar dois anos. Com isso, os produtores terão os cursos mensalmente, além de atendimentos individualizados nas propriedades.

O Jabiberi focou sua aptidão à criação de gado leiteiro quando, em 2010, a assistência técnica e irrigação pública da Cohidro, a consultoria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Sergipe (Sebrae-SE) e financiamento do Banco do Brasil, inseriram no polo de irrigação o modelo de produção de leite do programa ‘Balde Cheio’, criado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em sua unidade de São Carlos-SP.

Gerente do perímetro, José Reis Coelho contabiliza os resultados obtidos. “Após os dois anos introdutórios do programa, o resultado do ‘Balde Cheio’ foi de 40 criadores que aderiram ao sistema e hoje produzem, juntos, uma média diária de 3,7 mil litros de leite, 73% a mais do que era gerado no início do programa. No Jabiberi, em 2015 foram gerados 1.342.795 litros de leite, 8,7% a acima do ano anterior”, salienta.

Gerenciamento

A proposta da Assistência Técnica e Gerencial propõe a capacitação para melhor gerenciamento da propriedade rural. Em todo estado, a capacitação está ocorrendo em sete municípios, inclusive atendendo agricultores irrigantes do perímetro Piauí, em Lagarto, e Califórnia, em Canindé de São Francisco, administrados também pela Cohidro, que é uma empresa subsidiária da Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri).

Segundo Luana Aragão, coordenadora do programa ATeG no Senar-SE, a primeira Formação Profissional Rural (FPR) em Tobias Barreto tratou de escrituração zootécnica. “A primeira instrutora foi Marise Stela Paes de Azevedo, Zootecnista, e faremos uma capacitação FPR de 16 horas por mês, na qual ainda serão tratados assuntos como o manejo nutricional, sanitário, reprodutivo, pastagens, reserva alimentar para o semiárido, dentre outros”.

Ela explica que, para os criadores fazerem parte do grupo, além da obrigação da assiduidade nesses encontros coletivos, eles ainda tiveram que atender alguns critérios. “O critério foi do criador ter produção acima de 70 litros de leite por dia para participar, com a obrigatoriedade de possuir Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), Certificado de Cadastro do Imóvel Rural (CCIR) ou Número do Imóvel na Receita Federal (NIRF)”, explicou Luana.

A coordenadora ainda defende que hoje, a maior dificuldade de todos os produtores é a questão de gerenciamento. “Muitos produzem e não sabem quanto vale e quanto é o custo de produção do que ele produz. Então nossa assistência é para ajudar a gerenciar o produto dele, para não sair perdendo”, completou.

Para José Carlos Felizola Filho, presidente da Cohidro, o programa é bastante abrangente e pode ser uma iniciativa necessária nesses tempos de crise. “Está cada vez mais difícil empreender sem ter prejuízo e o negócio rural, que é a base da cadeia produtiva, é onde fica a menor parte da renda gerada, quase sempre com o produto desvalorizado pela ação da movimentação do mercado financeiro. Saber produzir com eficiência, sem ter prejuízo é uma questão de sobrevivência. Por isso apoio e agradeço essa mão que o Senar-SE está dando aos nossos produtores desses três perímetros inseridos no ATeG”, considera.

Visitas individuais

A zootecnista e técnica do Senar-SE, Annelise Aragão Correa, responsável por Tobias Barreto, explica como ocorre o atendimento individualizado dos produtores inseridos na ATeG. “As visitas são individuais e têm a duração de quatro horas. É o acompanhamento da parte de despesas, quanto gasta com o concentrado, de insumo e com adubo. É para ver os pontos em que eles estão gastando mais e o que pode ser melhorado no rebanho e no acompanhamento de peso dos bezerros. É uma assistência técnica mais voltada para o gerenciamento da propriedade e a intenção é que depois de dois anos ele comecem a seguir sozinhos”, conta, expondo que, havendo necessidade, o programa poderá ser renovado por mais 24 meses.

Para o diretor de Irrigação e Desenvolvimento Agrícola da Cohidro, João Quintiliano da Fonseca Neto, o apoio do Senar-SE, assim como já ocorreu com o Sebrae-SE, é uma parceria que auxilia a empresa no acompanhamento desses irrigantes. “O foco maior de nossa assistência técnica é a agricultura, e o plantio a partir da irrigação, seja de lavouras ou de pastagens, como é o caso na maioria das propriedades do Jabiberi. Ter o apoio desses órgãos, fornecendo zootecnistas e veterinários, complementa o trabalho da companhia nessas especialidades em que somos bastante carentes de pessoal. Da mesma forma que o knowhow da Cohidro, de quase 30 anos auxiliando esses produtores, adianta bastante o trabalho destes programas”, conclui.

Por Ascom- Cohidro

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